segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O AMIGO SÓCIO BOA VIDA

Certa vez conheci um homem de nome Adalberto, era “amigo” de um parente próximo.
Amigo de longa data, por sinal. A verdade é que ninguém conhece ninguém,
até o dia em que a máscara resolve cair.
Um belo dia o tal amigo por vontade própria resolveu ser sócio desse parente,
que carinhosamente, chamávamos de Abel.
Sociedade essa que não saiu do projeto, graças ao bom Deus.
Conta Abel que no início parecia tudo normal: eles iriam a uma agência de carros
e tirariam uma van, mesmo que de segunda mão, a fim de ser usada como transporte alternativo.
Trabalhariam da seguinte forma: um dirigiria um dia inteiro e o outro ficaria de folga,
no dia seguinte seria o contrário.
Rachariam as despesas e no fim do mês a prestação da bendita.
Mas logo na primeira semana de pré-sociedade, o indivíduo “amigo”
mostrou-se um tanto quanto esperto,
querendo “deitar e rolar” nas costas de Abel.
Na época Abel tinha um fusquinha 77 em bom estado, pelo qual tinha o maior zelo.
Pois não é que o tal amigo boa vida, teve a “cara de pau” de dizer que
nos dias em que Abel estivesse trabalhando com a van,
ficaria com seu fusca a fim de passear com sua família e nos dias
que ele estivesse trabalhando ficaria com o celular de Abel para alguma emergência?
Que amigo sócio boa vida Abel foi arrumar, hein?!
O pior é que não saía mais da casa do pobre Abel
e almoçava quase sempre por lá. E como comia!
Abel pensou rápido e desistiu ainda a tempo dessa sociedade,
pois acreditava que se demorasse um pouco mais,
estava arriscado ele querer que lhe emprestasse até sua mulher.