Era noite e para minha mais absoluta tristeza a luz acabara.
Preferi me deitar, pois não tinha o que fazer.
O celular havia descarregado, nem um joguinho eu podia jogar.
Estava um silêncio profundo, quando de repente o telefone tocou.
Sai correndo de forma tão desesperada, com medo que o bendito parasse de tocar,
que sem ver absolutamente nada, devido à escuridão,
dei- lhe um baita bico com a testa da canela em um balde de alumínio,
que eu deixara em frente à porta do quarto.
Horas mais cedo, bem antes de acabar a luz, havia passado um pano molhado no chão
e a preguiça, de certo, me fez deixar o danado do balde onde estava.
Resultado: Atendi ao telefone, que para meu desencanto era uma gravação de cobrança,
me cobrando uma conta que até já havia pago.
Chutei o balde para longe só com uma das canelas,
o que fez um tremendo barulho.
Acho que até os vizinhos do outro quarteirão ouviram o estrondo.
E por último, mas não menos importante,
consegui um baita galo no centro da canela, que demorou dias para sumir.
E até hoje me questiono: por que raios deixei aquele balde no caminho?
É... e depois dizem que preguiçoso não corre perigo...
